E quem diria que depois de oito anos de carreira este blog abriria o ano com um texto de auto-ajuda, hein?
É que quando eu era um adolescente-padrão ficava, junto com os amigos, bolando maneiras incríveis de mudar o mundo. Alguns anos depois via que alguém tinha feito alguma coisa parecida com aquela idéia e contava para o Alexandre, parceiro na maioria delas. (ou simplesmente autor único, confesso) Ele suspirava e dizia, naquele pessimismo marca registrada dele: “é, os caras foram lá e fizeram, já eu…”. Essas idéias tinham duas diferenças básicas com as nossas: eram normalmente piores e… reais. E é claro que este segundo ponto faz o primeiro ser mero detalhe.
De lá pra cá vi muita coisa, fiz muita coisa e não fiz mais coisas ainda. E aprendi uma coisa chave: uma idéia não vale nada se não for executada. (ou simplesmente “idéia é mato“, como diria o pessoal da colmeia) Esse papo todo deveria parecer óbvio mas se a gente parar para pensar não só nas idéias que nós mesmos guardamos sem nunca fazer como nas pessoas que chegam com o papo de “eu tenho uma idéia aqui que vale muito”, querendo jogar a execução para você, vai se convencer de que essa é a regra e não a exceção. Algumas, inclusive, mandando você assinar um contrato de confidencialidade com uma multa gigantesca caso você conte para alguém aquela idéia jênia. Ou gente dizendo que você está velho demais… ou não tem experiência suficiente nem mesmo para tentar…
Por conta disso tudo parei para por em prática uma idéia que prometi fazer desde o ano passado ( ahn? ahn? pisc, pisc ) e sempre enrolava: legendar e publicar um episódio do The Show, do ZeFrank, onde ele fala um pouco sobre isso, sobre ir lá e fazer em vez de ficar sonhando em como essa sua idéia é maravilhosa, se pelo menos você tivesse o tempo, dinheiro, amigos… para fazer.
Eu vi esse vídeo pela primeira vez na palestra do Russel Davies no NBC08 e a frase que ficou martelando na minha cuca foi (para aqueles sem saco de ver os 2 minutos e meio de vídeo) Quem faz uma coisa ruim 3 vezes tem 3 vezes mais experiência do que o cara que ficou só imaginando o quanto sua idéia é maravilhosa.
Esse pensamento teve que ser chave para mim em 2008 onde eu, basicamente, reinventei minha carreira profissional e ao fazer isso levei pedrada de alguns lados (e elogios também, ufa). Porque existem dois tipos de críticos: os que fazem e os que não fazem.
Então não sei quanto a você, mas em 2009 pretendo fazer muito, errar algumas vezes, aprender bastante (com a ajuda de verdadeiros mestres no assunto) e, se tudo der certo, conseguir uns acertos bem legais.
PS: E, sim, ao editar este vídeo aprendi um pouco sobre como legendar usando Final Cut
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